Quietude
Vítor Joaquim com João Silva

22.08.2026 | 20:15
Quietude nasce de uma permanência prolongada num lugar e do tempo necessário para o habitar. A peça teve origem numa residência artística na Casa do Paço, espaço atravessado pela memória, pela paisagem e pela presença literária de Agustina Bessa-Luís. Respirar a casa, caminhar os seus caminhos e escutar o vale tornaram-se parte do processo criativo.
Dessa experiência emerge uma paisagem sonora construída a partir da escuta atenta do que normalmente passa despercebido. O sopro do trompete, a respiração, os silêncios e os sons transformados pela eletrónica prolongam o lugar no tempo, convocando uma imersão lenta e suspensa. Em Quietude, a música acontece no limiar entre o som e o silêncio. Como na escrita de Agustina, realidade e ficção confundem-se, e quem escuta torna-se parte dessa presença partilhada, onde tudo parece respirar ao mesmo tempo.
ENtrada LIVRE | 60 MINUTOS | +6
Lotação: 70 pessoas
IMPRENSA
“uma identidade singular, expressa numa música profundamente íntima e evocativa”
— Rui Miguel Abreu, Rimas e Batidas
“The finest in Southern European avant-garde”
— Bruno Heuzé, i/e music in flux #11
“The record feels like a canvas that’s been hung out in the wind and blown for days, resulting in a smeared and blurred vision. Excellent.”
— Ed Pinsent, The Sound Projector
Ficha Técnica
Voz, piano, teclados, sintetizador granular, eletrónica, chiado, murmúrio, crepitação, amostragem de trompete e recomposição
Vítor Joaquim
Trompete
João Silva
Imagens de capa
Carolina Martins
Design de capa
Carlos Santos
Esta obra inclui
Alusões espectrais de Ensemble (1967), de Adamo
Obra encomendada por
Sekoia – Artes Performativas / República Portuguesa – Ministério da Cultura
